Sábado, 07 de Dezembro de 2019
Coluna Contraponto - Por George Silvestre

O meu ponto do contraponto

Publicada em 16/09/19 às 10:15h - 209 visualizações

por George Maximiano Silvestre


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A compreensão que o homem é ruim por natureza me fez amar os animais. Nossa natureza tende a ideia de imperfeição do ser humano que traz, por exemplo, a Bíblia. Se somos ruins e temos essa ciência, poderíamos escolher tentar ser bons. Entretanto, a relativização do que é bom ou ruim poderia fazer com que intenções boas levassem a atitudes ruins. Dai vem o ditado popular de que “o inferno está cheio de boas intenções”.
Isso porque apenas um ser superior que tudo vê, tudo conhece e presente em todos os lugares poderia saber o que é bom ou o que é ruim. Então, como verdade, apenas amar o próximo antes de si, traria ao ser humano a capacidade de se colocar no lugar do próximo, tendo, então, empatia.
Não precisamos ser religiosos para partir dessa premissa, apenas devemos ter consciência de onde vem os valores presentes em nossa sociedade e saber também da importância dessa tradição que, ao final de tudo, busca o amor, a tolerância e a paz. 
Não obstante, se for de interesse em ler a Bíblia, veremos que nela só Deus tem poder de julgar os atos dos seres humanos, pois nós somos imperfeitos para tal ato. E, por isso, vem a importância do livre arbítrio, pois somos conscientes dos nossos atos, podendo escolher amar ao próximo ou não e sermos responsáveis por suas consequências, definindo, assim, a nossa liberdade individual.
De outra forma, há também o pensamento contrário, o de que o homem é bom por natureza, mas a sociedade o corrompe. Nesse caso, toda as consequências e responsabilidades do homem seriam terceirizadas a uma sociedade corrupta, tirando toda a responsabilidade das más escolhas das costas do individuo e diluindo, portanto, na sociedade. 

Sendo o homem bom em seu princípio, se igualaria a um deus, sendo então excludente a necessidade de um deus bom existir. Não à toa, ideologias baseadas nessas premissas negam a existência de um Deus, então, “se Deus não existe, tudo pode”. E, a partir daí, entendemos o porquê de algumas ideologias serem tão autoritárias. 
Dessa forma, apresento-me como um cético da bondade humana, um cético a líderes beatificados pelo povo e um cético a boas intenções. Apresento-me como um conservador, adepto às mudanças que já se provaram eficientes na sociedade, mas cético a tudo e a todos que se dizem bons.

Com essa perspectiva, esse é o meu ponto de vista para a discussão dos temas dessa coluna.



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