Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019
Coluna Falando de Economia - Douglas Pivatto

Primeira Coluna

Publicada em 26/09/19 às 16:36h - 78 visualizações

por Douglas Pivatto


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Uma cervejinha para mim, uma para o governo!

Caro leitor, com a frase acima, permita-me que eu inicie esta coluna.

Que a carga tributária, de forma geral, no Brasil, é alta, é sabido por todos. Para que possamos ter a nossa casa, o nosso carro, pagamos imposto. Sobre o nosso salário, também. Sobre o pão nosso de cada dia – aquele da padaria mesmo –, a carne do churrasco, a cerveja gelada, também.

No Brasil, temos três tipos de imposto. Os que incidem sobre o patrimônio (IPTU), os que incidem sobre os rendimentos (IRPF) e os que incidem sobre o consumo (ICMS), sendo que cada um dos impostos criados vai para um ente do governo. O IPTU fica no município. O ICMS, estado. O IRPF, união, para fins de exemplo.

Porém, vamos focar, sem muito economês, nos impostos sobre o consumo. Aqui tem-se o tipo mais perverso de imposto, pois é o que o sujeito pobre paga proporcionalmente mais que o sujeito rico, uma vez que o pobre mal consegue fazer sobrar alguma quantia no seu orçamento, pois afinal tem que pagar as contas, comprar comida, sustentar sua família, enquanto que para o rico isso não é problema.

Para ser mais didático, a cervejinha que eu pedi no título, cerca de metade do preço pago no bar, acredite, é em impostos. Vai para o bolso do governo. Nem sequer se considera a margem do estabelecimento, afinal, não se trata de uma instituição de caridade. Quando você toma uma gelada, a famosa canela de pedreiro, com os amigos após o expediente, ou num churrasco de fim de semana, por incrível que pareça, pelo preço pago por uma seria possível levar duas para casa. Rodada dupla a noite toda. Incrível, não?

Evidente que muitas distorções devem ser corrigidas no Brasil. Há correntes que defendem que devemos cobrar mais de quem é mais rico. Gosto de pensar o contrário: podemos nos equilibrar cobrando menos de quem é mais pobre, pois assim temos um belo instrumento para combater desigualdades e principalmente a miséria, que são problemas importantes para se resolvermos.

Com este pequeno exemplo, vamos conversando sobre economia, afinal tudo que está no nosso dia a dia é reflexo da economia do país e do mundo, seja sobre impostos, o que o governo faz ou deixa de fazer, os combustíveis, o dólar, a inflação, os juros, esses e tantos outros fatores.



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