Sábado, 07 de Dezembro de 2019
Coluna Falando de Economia - Douglas Pivatto

Agro e tech, agro é pop, agro é tudo

Publicada em 10/10/19 às 10:09h - 135 visualizações

por Douglas Pivatto


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 (Foto: Rádio Horizonte - Rio Grande e São José do Norte)
Provavelmente o leitor já deve ter visto este slogan na televisão, em um comercial em que se mostra algum aspecto da agropecuária brasileira. Logo no início da graduação em Economia, é natural que se apresente ao aluno sobre correntes históricas, como se pensou a economia ao longo dos séculos, os contextos de cada época, e o porquê de alguma teoria não ser mais válida, ou de ser válida até os dias de hoje.

Dentre tais correntes que existiram por muitos anos, vou fazer um breve destaque para os chamados “fisiocratas”, corrente surgida antes da Revolução industrial, que então acreditava que a agricultura era o único e verdadeiro modo de produzir riquezas, em detrimento de outras formas vigentes na época. Para eles, a riqueza vem da terra.

De fato, a terra foi um fator de produção muito valorizado ao longo da história humana, pois foi por onde se iniciou o conceito de propriedade privada, para que assim a civilização pudesse se desenvolver. E graças ao avanço da tecnologia, às mudanças nos modos de produção, hoje existem plenas condições de lutar contra a fome, seja no Brasil, seja no mundo.

Historicamente, o Brasil desenvolveu uma vocação para a agricultura, em especial o agronegócio, visto que o setor é referência mundial, tanto em quantidade produzida, quanto em tecnologia empregada. Mas nem tudo são flores. Como dito anteriormente, a agricultura brasileira é eficiente, porém apenas do portão da propriedade para dentro. Dentro existem as mais modernas técnicas de plantação, manejo do gado, cultivos e colheitas. 

Do lado de fora que começam os problemas. Saindo do portão da fazenda, o produtor enfrenta diversos e diversos desafios para viabilizar seu negócio. Desde estradas em péssimas condições, ambiente regulatório tortuoso, insegurança jurídica, passando por concorrentes estrangeiros e até mesmo uma grande seca ou enchente. Mas mesmo assim, o agronegócio vem sendo o carro-chefe da economia brasileira nos últimos anos, “segurando as pontas”, nadando contra a corrente, registrando crescimento real de produção, enquanto que o resto insiste em andar para trás.

Aqui, leitor, após este apanhado geral, cabe a reflexão: embora o agronegócio seja alvo de muitas críticas, algumas delas descabidas, não nos esqueçamos que é graças ao agricultor que se levanta às 5 da manhã que a gente tem comida na mesa. Apesar dos pesares, é graças ao controle de pragas, ao manejo correto dos defensivos, pesticidas, é que hoje podemos nos dar ao luxo de nos cuidarmos, termos uma alimentação saudável e barata. É graças à revolução agro que podemos lutar contra a fome no nosso país, que ainda insiste em assustar.

Para que possamos colher os frutos em nossas vidas, vamos agradecer a quem planta, não sonhos, mas o trigo, o arroz, o tomate, a batata. Por fim, não nos esqueçamos que somos livres para plantar, mas responsáveis por nossa colheita. Afinal, agro é tech, agro é pop, agro é tudo.



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